terça-feira, 3 de maio de 2011

Poles Apart!

Em dias que, acorda-se com vontade de nada. De nada não, com vontade de continuar deitado, sendo levado por um quase não mais sono, breve que foi depois do primeiro toque no telefone da casa!!!
Levantar, decidir...e continuar. Ele fez o dia igual faria se estivesse bem. Afinal, não poderia deixar os afazeres de lado.
Tomou ar, e criou coragem...Tomou banho, vestiu qualquer roupa, ajeitou os cabelos.
Almoçou, não sentia paladar.
Entrou no carro, ligou o rádio, que era só mais um barulho a se misturar no meio de tantos outros.
Foi ao banco. Pagou contas, sacou dinheiro.
No trabalho, não conseguia ficar!
Foi embora, pelo caminho, mudou a rota. Pegou parte do dinheiro, foi a loja de cds, e comprou um, só para poder relembra-la.
Saiu da loja, entrou no carro e escutou a primeira música.
Se esqueceu de estar parado, com os vidros fechados, resolveu fechar os olhos também...aquela altura ele não precisava fechar mais os olhos, porque já pensava nela tão fortemente, que se tornou quase "incorporação".
Coisa difícil de definir...ele se lembrou dela lá, no mar, flutuando na água, se distanciando  do barco....se lembrou do barulho muito suave, que o cordão dela pendia dentro d'água, enquanto ela boiava*...
Sentiu saudades, daquele segundo....da força da água naquelas mãos...do sol da tarde, indo embora, mais cedo que no verão, iluminando, o corpo dela já sereno de estar no mar...lugar que ela ama.
Sentiu-se, quase mortificado, naquele instante...quando posso tocar-te?...de alma ou palavra...
Ele sabia, que ela fingia, apesar de parecer tão serena, havia certo desespero, em também, não o encontrar mais.
Mas, talvez, essas coisas, ela finja melhor que ele.
Parece quase sem sentimento ao falar. tem um tom quase egoísta, olha as coisas por cima (ela me disse que é só por uma questão de ponto de vista)...Mas ela sente, ele sabe.
Não, ele não sabe de nada. Ele também finge que sabe. afinal é mais fácil para a situação que se encontra. é melhor mesmo, que ela não demonstre, assim ele também não precisa. Ele ainda não entende, que as pessoas se magoam, principalmente ela, que parece tão atarefada. Que nada, ela pensou nele vários dias...pensou em formas de dizer a ele que não o amava mais, ou não da forma que havia se expressado, porque, para ela, amor próprio vem em primeiro lugar. Ele talvez não entenderia, como não quis entender...não deu mais notícias a ela, não se importou...Foi egoísta também, acho que esse foi um conselho dela para ele. Ele precisa ser egoísta...Uma amiga lhe falou que, " como acha espaço para a tristeza se és tão ocupado?"...essa ele não respondeu.
De volta ao carro, tentando se afastar das lembranças, foi embora, para a casa segura*, para os braços que não eram os dela. Chegou, comeu pouco, tomou banho, quase nenhum diálogo, cama.
Dela, eu tive notícias, diz que anda bem, está gripada, mas anda bem, tentando se curar, de dor, desapego, desamor...e me disse que estava escutando um cd bom, que coisa maluca, era o mesmo que ele havia escutado aquela tarde.
Coisa complicadas que o amor nem sempre resolve!
Será mesmo que ele fica como paixão mal resolvida?...será que ele se deu conta das faltas de respostas para ela?...será que ele tem se visto no espelho como de fato está hoje?...sem aquele brilho particular no olhar?...sem sorrisos secretos pela rua, ou corredores? talvez elevadores?...espero que ele consiga, enxergar, o mal que provocou, o buraco que abriu na alma dela, e  as coisas que fez ela questionar de novo...Amor!!! Sei que ela sofreu, talvez ainda sofra um pouco...mas passa, com luto, tudo passa! 
Bem...ela estará essa noite mais segura, dormindo em casa na sua cama...Ele... Ahhh ele...pode estar dormindo lá...ou em qualquer lugar...quem é que vai garantir?!...Ela precisava acreditar em alguém...sei que ela até tentou, e no fundo tenta...em vão!!! E adormece!!! E ele, espero, como espectadora, que chore muito, com as lembranças, dela, lá no mar...ou em qualquer outro lugar!!!

4 comentários:

Juliana disse...

Pedacinhos de histórias tão particulares, e que emocionam, e a gente se identifica. Acho que no fim o amor, ou a falta dele, acabam sendo iguais pra todo mundo.
O problema é a gente que se importa tanto, que se apega aos detalhes. E quando não tem detalhes? Uma decepção só.
Temos que nos encontrar, mary.
grande beijo.

Adélia disse...

Adoro ver como as pessoas se identificam com os contos, que nem sempre falam sobre mim...Em partes sim...Na grande maioria das vezes...
Mas amor é assim né...as vezes euforia...as vezes...estacionamento*

Descoberta disse...

ADÉLIA AMADA.. LER OS TEUS CONTOS E DOER A ALMA, ALGUMA COISA COM CERTEZA TOCOU EM VOCÊ.. FALOU DE MADÁ!!!! E DE MULHERES APAIXONADAS. DE AMO MUITO.

Adélia disse...

Isso fala sobre um pouco de todo mundo que quiser fazer parte nem que seja em uma palavra daqui!!!